«Acredito que estamos a viver um momento de transformação na Academia»
O Diretor-Geral do Ensino Superior, Joaquim Mourato, esteve presente no Encontro Nacional de Empregabilidade e Alumni, na Foz do Arelho. Na sua intervenção, focou o tema das «políticas públicas para a empregabilidade do Ensino Superior em Portugal».
«Com um nível de qualificação superior, há melhores condições de empregabilidade», começou por destacar Joaquim Mourato. Esta foi a primeira de várias «mensagens-chave» que o Diretor-Geral do Ensino Superior procurou transmitir aos participantes do ENEA. No mesmo sentido, outra das mensagens que é prioritário «estar constantemente a comunicar», acrescentou, é a correlação entre «o nível superior de habilitação e os salários mais elevados».
A importância de uma tutoria que «acompanhe o estudante ao longo de toda a formação superior» foi também destacada pelo Joaquim Mourato como uma forma de estimular o sucesso académico, diagnosticar fragilidades e dificuldades, mas sobretudo, como forma de «entender quais os talentos [do aluno]»: «A gestão de carreira deve acontecer desde o primeiro ano, para criar caminhos diferenciados dentro da formação, através da flexibilidade curricular».
As orientações dadas às instituições de ensino superior relacionadas com as vagas, foram destacadas pelo Diretor-Geral do Ensino Superior como uma forma de estimular a correspondência entre a oferta formativa superior e as necessidades do mercado de trabalho. «É uma medida de política pública, é recomendado às instituições que tenham em conta a empregabilidade, para evitar que os jovens tenham dificuldades em integrar o mercado de trabalho», reforçou.
Os programas Impulso Jovens STEAM e o Impulso Adultos foram também destacados enquanto medidas públicas que procuram, respetivamente, estimular o desenvolvimento de competências cruciais e os processos de requalificação e reconversão profissional. Neste particular, Joaquim Mourato destacou também o papel das microcredenciais que «respondem a competências muito específicas».
Por fim, o Diretor-Geral do Ensino Superior partilhou alguns detalhes de um projeto europeu a ser implementado em Portugal que procura «antecipar as competências necessárias pelo mercado de trabalho», de forma rápida, para que as instituições de ensino superior possam, em tempo útil, «desenhar a oferta formativa de acordo, encurtando este ciclo». «Acredito que estamos a viver um momento de transformação na Academia», destacou, antes de concluir: «Todas estas realidades entraram há menos de uma década [no Ensino Superior], portanto, a mudança está a acontecer».



